quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A geografia política após a 1ª Guerra Mundial


Com o fim da guerra, a Europa encontrava-se com grandes alterações a nível geográfico. Os impérios russo, alemão, austro-húngaro e otomano desmoronaram-se dando origem a novos países como a Hungria, a Checoslováquia, a Polónia, a Jugoslávia, a Estónia, Letónia e Lituânia e a criação da URSS, como se pode verificar no mapa abaixo.

Em 1919, na Conferencia da Paz foi realizado e assinado a Tratado de Versalhes para regulamentar a paz mundial. Nesta conferência esteve presentes os países vencedores e foram excluídos os países vencidos, Alemanha e Japão. Este tratado deu muitas sanções à Alemanha, tais como: perdeu as suas colónias; reconheceu a independência da Áustria, Checoslováquia e Polónia; perdeu 1/10 da população (como acabou o império alemão a população foi divida por vários países); perdeu as minas de carvão; o serviço militar passou a ser voluntário e o estado-maior do exército acaba; pagar indemnizações de guerra a todos os países vencedores.
Porém, este tratado não acabou definitivamente com a guerra, pois os países vencidos, principalmente a Alemanha, que sofreu com enormes sanções, não esteve presente na assinatura do tratado, fazendo com que esta se sujeitasse ao que fosse decidido pelos países vencedores e não tivesse podido se defender e negociar as sanções a aplicar.
Dos vários tratados de paz que foram feitos, os impérios autoritários e ditatoriais acabaram e deram origem a estados baseados em repúblicas assentes no sufrágio universal e em democracias representativas. Os povos ganharam autodeterminação e formaram novos países. Mas estes tratados levaram também a conflitos pois os povos reclamavam a separação dos seus estados levando a que alguns países reindivicassem o nacionalismo.

Sociedade das Nações (SDN)


Na conferência de paz de 1919, saiu também a Sociedade das Nações – SDN, criada por Woodron Wilson, presidente dos EUA. Este tinha como objetivos, assegurar a paz mundial, fomentar a cooperação económica, financeira, social e cultural e garantir as minorias nacionais. Consequentemente, o desenvolvimento das democracias e fim dos estados totalitários. Mas infelizmente, esta organização foi polémica nas suas resoluções e muitos países não aderiram, incluindo os EUA e não evitou conflitos futuros (2ª Guerra Mundial, por exemplo).

sábado, 24 de setembro de 2011

O Pós 1ª Guerra Mundial

A 1ª Guerra Mundial, que realizou-se entre 1914 e 1918, trouxe grandes alterações para o Mundo, e principalmente, para a Europa. Esta começou por causa da tentativa de liderança da Alemanha, porém, os restantes grandes países não deixaram que isto acontecesse e começaram a guerra. O Japão uniu-se à Alemanha, por ser um país também em ascensão e para proteção dos estados totalitários, enquanto do outro lado estavam os restantes países da Europa e, mais tarde, junta-se os EUA. A guerra teve consequências a vários níveis: políticos, demográficos, económicos e sociais.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Começo de um novo ano letivo

Com o começo de um novo ano letivo, o blog sofrerá atualizações. Deixa-rá de ser sobre História B 10ºano e passará a ser sobre História B 11ºano. Como o novo acordo ortográfico está começar a ser implementado, também este blog o passará a usar. Espero que gostem e aprendam... Bom estudo e bom ano...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Revolução Francesa (1789)


A revolução francesa foi a maior de todas as revoluções, quer pelo entusiasmo com que foi vivida, quer pelos extraordinários acontecimentos que lhe deram corpo, quer pela repercussão e enormes alterações a que deu origem na Europa e no Mundo.
O processo revolucionário francês foi extremamente complexo e longo e passou por várias etapas, desde excessos mais radicalistas às soluções mais moderadas, de cariz conservador e até monárquico.
O início da revolução deu-se em 1789, quando foram convocados os Estados Gerais. Estes foram convocados pois a França encontrava-se numa grave crise económica, financeira e social.
Tinha também passado por alguns maus anos agrícolas fazendo com que houvesse pouca produção e, consequentemente, crises agrícolas. O atraso manufactureiro, a má política comercial, o aumento das importações e a diminuição das exportações foram também causas para a revolta. Estas causas levaram a uma agitação social, e houve revoltas contra a nobreza e clero.
Em 1791, a assembleia redigiu, discutiu e homologou os documentos legislativos que mudaram a vida da França, pondo fim ao Antigo Regime e implementando a nova ordem liberal. Foi também, neste ano, que se fez a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e a nova Constituição Francesa.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão destinava-se a servir de antecomeço à constituição. Esta inspirou-se no iluminismo e na declaração de independência americana. Tem um carácter universal.
As suas ideias-base são a liberdade individual, igualdade e fraternidade. Mas não eram só estas ideias que estavam presentes, os direitos à propriedade privada, à segurança, a resistência à opressão e à soberania nacional (o poder residia no povo e o rei era apenas o mandatário do povo e a lei era a expressão da vontade geral). Os poderes foram divididos e passou a haver uma divisão tripartida dos poderes.
Nos anos seguintes à revolta, houve várias mudanças de governo e, consequentemente, novas constituições. A primeira constituição foi em 1791, e foi caracterizada pelo seu carácter mais moderado. Defendia a monarquia constitucional onde a Assembleia Legislativa era composta por deputados elegidos pelo povo. Defendia também a igualdade de todos perante a lei e o fim da sociedade de ordens. Porém, a monarquia constitucional não acabou com os problemas e França mergulhou em problemas internos – disputas político-ideológicas e crises – e em problemas externos – ameaça de invasão por parte de tropas estrangeiras em defesa do absolutismo.
Em 1792, foi criado o governo da Convenção, conhecido também pelo período do Terror chefiado por Robespierre. Mas quando se pensou que iria tudo mudar, estavam todos enganados. Este período foi o mais violento da história francesa na pós-revolução. Robespierre mandou perseguir todos aqueles que não concordavam com ele e mortes não faltaram. Ainda por cima, os problemas agravaram-se em vez de melhorarem.
Em 1794, criou-se o governo do Directório que acabou com o período de Terror. Este foi um governo, maioritariamente burguês e mais moderado. A nova constituição decretou França como estado laico (o Estado está separado da Igreja). Conteve os excessos e a liberalizou a economia.
Em 1799, foi iniciado o governo do Consulado, onde Napoleão foi chefia. Criou-se um novo poder executivo – Consulado –, onde ambiente ainda era instável. Mais tarde, um golpe militar fez com que Napoleão tornar-se imperador, começando a conquistar territórios para o seu império. Contudo, Napoleão finalmente consegue pacificar e estabilizar a França, e resolveu alguns dos problemas económicos. Começou então uma monarquia imperial.
Napoleão levou a cabo várias acções, como a conquista de um vasto império na Europa. Contribuiu para uma modernização de França com a reorganização da administração pública, reformando o ensino, publicando o código civil, fazendo obras públicas e fundando o Banco de França.



segunda-feira, 7 de março de 2011

Revolução Americana (1776)

A primeira grande revolução liberal ocorreu na América do Norte em 1776.
Esta revolução iniciou-se nas Treze colónias inglesas que estavam divididas em:
- Colónias do Norte: população inglesa, escocesa, emigrantes fugidos de perseguições religiosas e políticas; viviam da agricultura, pesca, indústria, comércio; núcleo mais dinâmico, democrático, progressista e culturalmente mais avançado.
- Colónias do Centro: população inglesa, irlandesa, holandesa, sueca, alemã, judia; económica e culturalmente próxima das colónias do Norte.
- Colónias do Sul: população branca, origem inglesa e aristocrática, anglicana e tradicionalista; economia agrícola.
A causa desta revolução foi o facto de ter havido uma rigidez na política colonial com os aumentos de impostos sobre: melaços, produtos das Antilhas, imposto do selo, chá, papel, vidro, chumbo. As colónias ficaram, também, com a despesa do exército, ou seja, Inglaterra não financiava o exército das colónias, e foi recusado o pedido para serem representados no Parlamento.
A população das colónias começou a recusar pagar as taxas, achando-as injustas, e revolta-se com as autoridades inglesas, originando conflitos como o Massacre de Boston (1770) e a Tea Party (1773).
A Inglaterra com estas revoltas decidiu criar um conjunto de leis (Leis Intoleráveis) que ainda acentuaram mais as revoltas.
Os representantes das Treze Colónias decidiram reunir-se no Congresso de Filadélfia para decidirem uma estratégia para se defenderem da qual resultou a organização de um exército para fazer uma revolução. George Washington liderava o exército revolucionário.
Em 1776, é redigida a Declaração da Independência, escrita por Jefferson. Esta tem dois princípios iluministas como base: todos os homens nascem iguais e possuem direitos como o direito à vida, à liberdade e à felicidade; e o maior poder reside no povo – soberania nacional.
A Independência só foi aprovada pela Inglaterra após uma guerra em que ganhou os americanos que pediram ajuda à França que ajudou nesta revolução, pois era inimiga da Inglaterra e viu aqui uma boa situação para a defrontar.
Esta declaração não resolveu todos os problemas das treze colónias e havia muitas discordâncias.
Então foi decretada uma Constituição (1787) que criou uma república federal. A constituição seguia as ideias iluministas e os princípios da Declaração de Independência.



George Washington
Massacre de Boston

Alguns filósofos iluministas

Alguns filósofos iluministas:
Montesquieu
- defendia a separação de poderes
Voltaire
- defendia a tolerância, a justiça social e a liberdade
- criticava a política, a igreja, a moral e os costumes da época
Rousseau
- defendia a soberania popular, o voto universal e a igualdade de todos os homens perante a lei
John Locke
- influenciou os filósofos racionalistas franceses
Adam Smith
- defendia a teoria fisiocrática, ou seja, contestava o mercantilismo
- defendia o liberalismo económico