quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Implantação do marxismo-leninismo na Rússia: a construção do modelo soviético


- Da revolução burguesa à revolução socialista

A Rússia, no século XX, estava muito frágil, a nível social, económico e político. Com a sua entrada na 1ª guerra ficou ainda pior, pois foi com um grande exército mas nada bem equipado. Inflação, carestia, baixa produção agrícola e industrial, elevado número de mortos, miséria do povo, restrições materiais e sofrimentos morais eram os problemas da Rússia.
A Rússia estava num regime autocrático e absolutista e era governada pelo Czar Nicolau II. Os liberais fizeram a sua primeira tentativa de revolta (1905) mas o exército do czar conseguiu derrubá-la. Esta revolta foi denominada por Domingo Sangrento e foi a primeira tentativa de revolução por parte dos revolucionários. Mas o czar foi obrigado a abolir alguns privilégios e a criar a Duma (parlamento), porém estas eram fachada, pois o governo continuava igual.
Com uma reduzida perseguição política, alguns partidos foram criados e desenvolvidos: Partido Constitucional Democrata (KD) - apoiado pela burguesia, que pretendia um regime parlamentar; Socialistas Revolucionários – partidários dos coletivismo e da socialização dos meios de produção; Sociais-Democratas (posteriormente divididos em Mencheviques [moderados e reformistas] e Bolcheviques [radicais]) – defendiam a proletarização da sociedade e abolição da propriedade privada.
Com o agravamento das condições de vida a Revolução de fevereiro de 1917 aconteceu em Petrogrado. Esta revolução tem como bases as ideias de Marx, que pensava que a revolução comunista iria acontecer num local industrializado, moderno, desenvolvido, mas na realidade, aconteceu, num país atrasado, agrícola e rudimentar. Após a Revolução foi criado um Soviete – assembleia composta por soldados, operários -, e um Comité Executivo cuja presidência esteve a cargo de Kerenski e um menchevique. O Soviete de Petrogrado analisou e tentou resolver os problemas do povo sempre de acordo com a vontade e interesses de todos.
Como o regime czarista caiu, a duma também dissolveu-se, e por isto, foi criado um Governo Provisório que legislou a favor da transformação do estado russo num regime liberal semelhante ao ocidente. A Rússia tornou-se assim num estado laico, nos tribunais elegeu-se um júri para uma melhor avaliação das penas, as eleições foram para sufrágio universal nos conselhos administrativos locais, criação de horário de trabalho (8 horas diárias). Contudo, estas medidas não tiveram grande impacto.
Assim, o Soviete de Petrogrado e o Governo Provisório uniram-se. O Governo Provisório tentava estabilizar a situação financeira por o lado legislativo e o Soviete de Petrogrado seguiu uma linha democrática pondo em evidência a autonomia do povo.
Como o Soviete era adepto de Marx, instauram a ditadura do proletariado – período de transição entre a sociedade capitalista e o comunismo, onde o povo se mentalizava que éramos todos iguais e que não podia haver uma sociedade de classes.

Lenine voltou do seu exílio e começou a chefiar o Soviete de Petrogrado e os bolcheviques. O Partido Bolchevique tinha como objetivos a paz imediata, a liberdade para todos, expropriação dos proprietários fundiários, nacionalização das terras, bancos e grandes indústrias e controle da produção por operários. Estas medidas agradaram ao povo russo, pois era o que reclamavam à muito.
Com a confusão instalada na Rússia, por causa do descontentamento do povo pelas atitudes do Governo (sucessivos governos provisórios, aldeias tomadas de assalto por parte de camponeses, fábricas onde operários reclamavam por aumentos, melhores condições, várias paralisações, falências, agitação política), o Soviete de Petrogrado (bolcheviques) aproveitou-se e fez a Revolução de outubro de 1917, sem derrame de sangue e sem oposição política.
- O triunfo dos bolcheviques e a implantação do marxismo-leninismo

                Com os bolcheviques no poder, a difícil tarefa de por em pratica o seu programa político levantou-se. A economia estava frágil e muitos opositores (conservadores, apoiantes do czar e restantes países europeus) eram obstáculos. No entanto conseguiram implementá-las que tinha soluções inovadoras, denominadas por marxismo-leninismo. Em 1921 um novo regime surgiu mas antes disto houve um período marcado pela ação de Lenine e dos bolcheviques – comunismo de guerra. Este tinha como principais medidas, as seguintes:
- retirada da Rússia da guerra e negociação da paz com a Alemanha, pois era necessário gente para levantá-la;
- fim do império russo: o povo podia optar por ficar independente ou dependente da Rússia;
- centralismo democrático: modelo de organização política com base democrática mas após uma primeira eleição, o povo nunca mais elege, mas sim os deputados eleitos pelo povo;
- 1ª Constituição da revolução: favorecimento do proletariado e fim à propriedade privada e a Rússia passou a ser um estado federal e multinacional;
-destruição do sistema capitalista e coletivização de toda a economia: todos os lucros eram distribuídos por todos não havendo ricos nem pobres;
- Partido Democrático: partido único e todos eram militares do mesmo; o voto era atribuído a este partido por não haver mais nenhum concorrente; criação da censura e da polícia política;
- III Internacional: organismo que pretendia a expansão do comunismo e fim do capitalismo.
Com o fim da guerra civil russa que aconteceram entre 1917 e 1921 entre os brancos (burguesia e aristocracia, apoiados pela Inglaterra, França, EUA e Japão) e os vermelhos (bolcheviques) a Rússia estava diferente mas com os ainda graves problemas. Lenine teve a necessidade de criar a Nova Política Económica (NEP), para tentar reconstruir a economia interna. A NEP permitiu a existência de pequenas empresas e de explorações privadas (industriais e agrícolas), comércio interno com a venda de produtos aos mercados, entrada de capitais estrangeiros para modernizar a indústria e aumentar a produtividade. Isto permitiu uma relativa recuperação económica russa, assim como a produtividade, formou-se uma nova burguesia de pequenos e médios comerciantes, industriais e proprietários rurais.


A “era da prosperidade” dos EUA


O desenvolvimento dos EUA foi a nível industrial, comercial e financeiro, que deu origem a uma prodigiosa expansão do capitalismo e a um clima de otimismo e confiança, chamada de «era da prosperidade».
A produção cresceu e o mercado interno e externo aumentou com a expansão do crédito e da bolsa, a concentração industrial em trusts e holdings, assim como, as redes de drugstores representavam uma forte concentração comercial.
Novos métodos de produção e organização do trabalho foram criados: taylorismo e fordismo. Isto possibilitou um crescimento acelerado da economia.
Frederick Taylor (taylorismo) racionalizou o trabalho, usando o princípio do trabalho em cadeia, onde cada operário tinha a sua tarefa especifica.
Henry Ford (fordismo), baseado no taylorismo, criou o sistema de produção em série ou em massa, onde os modelos eram uniformes – estandardização.
Muitos industriais seguiram estes modelos e começaram a praticar políticas de altos salários, garantindo o poder de comprar para um escoamento da produção, estimulando o consumo a crédito e a publicidade.
O dinamismo desta expansão tornou-se um mito e algo a seguir. Contribuiu para a expansão da vida urbana, da divulgação do automóvel, rádio, telefone, cinema (nascimento do cinema americano – Hollywood) e de eletrodomésticos.

A difícil recuperação económica da Europa e a dependência em relação aos EUA


Com o fim da guerra, a economia mundial estava arruinada. O endividamento, a desvalorização das moedas e as crises inflacionistas estavam na ordem do dia. Países como a Alemanha estavam quebrados, pois nem tinham produção nem economia. Apesar de a Europa ter estado à beira da ruína, os EUA estavam melhores do que nunca, pois foi dos poucos países não afetados diretamente com a guerra (tendo tido esta [1ª guerra mundial] como palco a Europa). Assim, a Europa viu-se obrigada a pedir ajuda financeira aos EUA, recorrendo a empréstimos, ficando dependente do mesmo. Mas como é que os EUA estavam muito bem e a Europa na desgraça? É fácil, como os EUA não foram afetados e a Europa teve de lhe pedir empréstimos, estes cobraram altos juros; tiveram também que exportar muita da sua produção para a Europa visto que esta não tinha produção e as suas populações estavam a morrer de fome.
Porém, este excesso de produção americana trouxe problemas: começou a haver acumulação de stoks, falências, desemprego e deflação (tendo sido verificado que foi um aviso para a grande crise económica dos anos 30). Mas logo recuperou, seguindo o capitalismo liberal: explorou novas fontes de energia (petróleo), aperfeiçoou processos produtivos, explorou novas indústrias (automóvel), relançou a agricultura, incentivou o consumo em massa, o crédito e a publicidade e incrementou operações bolsistas. Deste modo, os EUA tornaram-se fornecedores da Europa e seus credores. Começou então a «era de prosperidade» americana. 

A geografia política após a 1ª Guerra Mundial


Com o fim da guerra, a Europa encontrava-se com grandes alterações a nível geográfico. Os impérios russo, alemão, austro-húngaro e otomano desmoronaram-se dando origem a novos países como a Hungria, a Checoslováquia, a Polónia, a Jugoslávia, a Estónia, Letónia e Lituânia e a criação da URSS, como se pode verificar no mapa abaixo.

Em 1919, na Conferencia da Paz foi realizado e assinado a Tratado de Versalhes para regulamentar a paz mundial. Nesta conferência esteve presentes os países vencedores e foram excluídos os países vencidos, Alemanha e Japão. Este tratado deu muitas sanções à Alemanha, tais como: perdeu as suas colónias; reconheceu a independência da Áustria, Checoslováquia e Polónia; perdeu 1/10 da população (como acabou o império alemão a população foi divida por vários países); perdeu as minas de carvão; o serviço militar passou a ser voluntário e o estado-maior do exército acaba; pagar indemnizações de guerra a todos os países vencedores.
Porém, este tratado não acabou definitivamente com a guerra, pois os países vencidos, principalmente a Alemanha, que sofreu com enormes sanções, não esteve presente na assinatura do tratado, fazendo com que esta se sujeitasse ao que fosse decidido pelos países vencedores e não tivesse podido se defender e negociar as sanções a aplicar.
Dos vários tratados de paz que foram feitos, os impérios autoritários e ditatoriais acabaram e deram origem a estados baseados em repúblicas assentes no sufrágio universal e em democracias representativas. Os povos ganharam autodeterminação e formaram novos países. Mas estes tratados levaram também a conflitos pois os povos reclamavam a separação dos seus estados levando a que alguns países reindivicassem o nacionalismo.

Sociedade das Nações (SDN)


Na conferência de paz de 1919, saiu também a Sociedade das Nações – SDN, criada por Woodron Wilson, presidente dos EUA. Este tinha como objetivos, assegurar a paz mundial, fomentar a cooperação económica, financeira, social e cultural e garantir as minorias nacionais. Consequentemente, o desenvolvimento das democracias e fim dos estados totalitários. Mas infelizmente, esta organização foi polémica nas suas resoluções e muitos países não aderiram, incluindo os EUA e não evitou conflitos futuros (2ª Guerra Mundial, por exemplo).

sábado, 24 de setembro de 2011

O Pós 1ª Guerra Mundial

A 1ª Guerra Mundial, que realizou-se entre 1914 e 1918, trouxe grandes alterações para o Mundo, e principalmente, para a Europa. Esta começou por causa da tentativa de liderança da Alemanha, porém, os restantes grandes países não deixaram que isto acontecesse e começaram a guerra. O Japão uniu-se à Alemanha, por ser um país também em ascensão e para proteção dos estados totalitários, enquanto do outro lado estavam os restantes países da Europa e, mais tarde, junta-se os EUA. A guerra teve consequências a vários níveis: políticos, demográficos, económicos e sociais.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Começo de um novo ano letivo

Com o começo de um novo ano letivo, o blog sofrerá atualizações. Deixa-rá de ser sobre História B 10ºano e passará a ser sobre História B 11ºano. Como o novo acordo ortográfico está começar a ser implementado, também este blog o passará a usar. Espero que gostem e aprendam... Bom estudo e bom ano...